Serra da Cantareira

Serra da Cantareira – Pedreira Mantiqueira

A pedreira de Mairiporã, apesar de ser uma pedreira de verdade está desativada desde 1973, depois que alguns operários ao dinamitarem a rocha encontraram um lençol freático que fez com que eles abandonassem o local pois haviam se encerrado as possibilidades de extração.

Antigamente havia um lago  que no verão era a alegria do pessoal da redondeza, pois havia uma profundidade de 6m, e paredes de 6 a 15m para o pessoal pular na água, mas este pessoal acabava sujando o local com garrafas,sacos plásticos, macumbas e com o uso de drogas.

Então o proprietário resolveu drenar a água para acabar com a baderna no local. Apesar disso é um local muito bonito e bem interessante para os amantes da natureza e dos esportes radicais como, escalada, rapel, trekking,cavalgada, etc. A fauna da Pedreira é composta por tucanos, bugios, urubus, curiangos, pica-paus, morcegos, pequenos roedores e lagartos, gambazinhos, uma ou outra cobrinha verde, marimbondos, aranhas, formigas, besouros e não muito mais do que isso. Se você vir qualquer um desses animais, seja ele qual for, respeite-o (com exceção dos marimbondos!), ele mora no lugar e deve poder dispor dele como necessita.

(Nota: A grande maioria destes animais vive na parte superior da Pedreira, e é óbvio que os tucanos e bugios por exemplo, não descem até o pé da parede, portanto se você quiser vê-los pode tentar, subindo à parte superior da Pedreira, pela estradinha de terra um pouco atrás, e entrar na matinha em silêncio total).

Vias de escalada

As paredes possuem entre 5 e 93 metros de altura, e apresentam-se compactas em enormes extensões. À volta do antigo lago existe uma “rua” com mais ou menos 10 metros de largura, de onde saem as paredes. Esta rua forma um “degrau” até o fundo, com aproximadamente 7 metros. Apenas uma das paredes deste “fosso” mergulhava direto dentro do lago. O granito é duríssimo, bem mais firme do que em várias outras ocorrências da mesma rocha.

As primeiras vias foram grampeadas pelo pessoal do antigo NAE ( Núcleo Alpino Espeleológico ), que faziam treinamentos no local.

Hoje o local conta com mais de 50 vias, variando entre 5 e 85 metros de altura, de uma até cinco enfiadas, com lances entre 3º e 8º graus.

Há alguns anos a Pedreira vem recebendo cada vez mais a visita de escaladores, que vem ao local por conta de suas várias atrações, como a proximidade de São Paulo, a diversidade das vias, a beleza da paisagem etc… Há finais de semana que já foram contados mais de 100 montanhistas. O normal é uma freqüência de 40 a 60 escaladores por dia do fim de semana, uma quantidade que já faz com que o point fale por sí próprio…Outras pessoas também procuram muito o lugar também para passear, com família e tudo

O sistema de proteção à escalada adotada na Pedreira de Mairiporã baseia-se principalmente no grampo de aço de ½ polegada de diâmetro (12,7 mm), chumbado de 45 a 60 mm para dentro da rocha e calçado com lâminas de alumínio, que não desenvolvem oxidação. A furação é precisa e feita com uma furadeira Bosch Buldog à bateria NiCd. As bases de escalada ou rapel possuem entre dois e três pinos, dependendo da situação (vias mais altas, no paredão, por exemplo, possuem alguns três pinos nas bases para maior confortos em escaladas demoradas, com três escaladores ou com mais equipamentos).

Os rapeis de base à base não excedem os 24 metros em quase todas as vias, pois foram projetados para serem feitos com um único lance de corda de 50 metros passado direto dentro dos grampos, muito embora hoje a maioria das cordas possua 60 metros. Alguns pinos de 3/8 de pol.(10mm) foram utilizados, mas em número pequeno e esparsamente, em algumas vias e apenas nos pontos mais baixos. Foram resultado de um teste que fizemos para experimentá-los, mas apesar de seguros, preferimos adotar o padrão mais “robusto” ainda do pino de ½ polegada. Em algumas vias há chapeletas, protegendo a passagens de alguns negativos, e como citamos no tópico anterior, passaremos também a usá-las normalmente, para a ampliação das vias.

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